Acidente Aéreo ou Acidente Rodoviário?
De qual deles você quer fugir?
Dizem que estatisticamente é mais seguro viajar de avião que de carro. Certamente que o é, se observarmos apenas a quantidade de acidentes rodoviários em comparação com o de acidentes aéreos.
Mas isto só é um alívio estatístico.
Por exemplo, no ano de 2005, segundo a DENATRAN, houveram 26.409 vítimas fatais num total de 383.371 acidentes rodoviários. Ou seja, a sua chance de sobrevivência, caso você esteja envolvido em um acidente destes é por volta de 96% (supondo que em cada acidente estavam envolvidos somente 2 pessoas: uma em cada veículo. Se forem mais, a probabilidade aumenta…).
É claro, existem outros fatores a serem considerados na estatística acima que podem reduzir esta porcentagem.
Entretanto, se você estiver envolvido em um acidente aéreo, quais serão as suas chances de sobrevivência?
Em vista do que aconteceu ontem com o AirBus da TAM no Aeroporto de Congonhas, você já sabe a resposta.
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Pois é, agora que o assunto ainda está “quentinho”, a imprensa cai matando em cima do sensacionalismo, mostrando os corpos feito caveiras sendo retirados dos escombros ao vivo, as famílias muito tristes, é claro, recebendo a informação de que seus entes faleceram, enfim.
O problema é a fase de enrolação que vamos entrar de agora em diante: De quem é a culpa? Da Tam? Da pista pequena? Do piloto que dirigia rápido? Do Lula? Da aeronáutica?
Ah, eu sei lá, só sei que um vai passar a culpa para o outro, e problemas comuns e rotineiros como os acidentes rodoviários novamente vão pra debaixo do tapete. Afinal, qual o problema, se todos os dias saio de casa com medo de morrer com uma batida na marginal ou algo parecido, ah, isso é normal vai, faz parte da “vida”.
Patrícia,
apesar da blogosfera ter falado tanto no assunto da acidente da TAM, uma das poucas análises que vi e que considerei pertinentes foram do catatau http://catatau.blogsome.com/2007/07/18/lula-e-o-acidente-aereo-da-tam/
Ao invés de procurar culpados, devemos procurar o porquê de termos chegado ao fundo do poço. Só assim conseguiremos entender e solucionar os problemas do caos aéreo.
Procurando culpados, só incitamos o jogo de empurra-empurra que vimos nos últimos 10 meses.
O resultado disto tudo é o que estamos vendo: o acidente sendo utilizado como instrumento político e a classe média, maior usuária da aviação comercial, sendo massa de manobra.
Norberto,
Ate que enfim alguem sensato! Escrevi no dia do acidente que se achar um cupado trouxesse a vida de pelos menos uma daquelas pessoas de volta eu seria a primeira a malhar o judas…
E agora, nao tem americano para culpar, vai sobrar para quem?
[]s
É, a estatística nos ajuda a entender muitas coisas da vida. Mas só tem o problema de que nenhum dos mortos vai falar para Deus (ou outra divindade equivalente) e reclamar: – Poxa ! Estatisticamente eu não deveria estar aqui!
AleB,
pelo que estou lendo hoje, vai acabar sobrando pro piloto e cia que não tem mais como se defenderem.
abração
Eduardo,
é por isso que devemos olhar para além dos números que ela nos fornece.
abraço
Ao menos na estrada a gente tem mais sensação de controle… sem contar que, como você disse, a chance de sobreviver a um acidente é maior.
De minha parte, vou a São Paulo em agosto (provavelmente), mas desço em Campinas.
Viva,
não é comparando o numero de acidentes nem comparando a probabilidade de sobreviver a um acidente (e só de um dos dois tipos de viagem em comparação) que se determina o que é mais perigoso, se viajar de avião ou de automóvel.
É uma análise totalmente incorrecta e que leva a conclusões enganadores. E ainda pior se para elemento comparativo se escolhe um acidente específico…
A questão correcta para se determinar o que é mais seguro e o que é mais perigoso, é determinar a probabilidade de se morrer (num acidente aéreo ou rodoviário) para uma determinada distância a percorrer.
Convém também notar que o risco varia com a distância. Quanto mais longa for a viagem ainda mais seguro (em termos comparativos) se torna a viagem de avião.
Existem inúmeros estudos realizados sobre isso, basta googlar qq coisa tipo “safer fly drive”.
Para distâncias moderadas tipo 1.000Km vai encontrar resultados tipo 65 vezes mais seguro viajar de avião. Para viagens mais longas vai encontrar resultados tipo 260 vezes mais seguro viajar de avião. Ou seja, enquanto morrerem umas 100 pessoas de avião a percorrer essa distância, nas estradas vão morrer 6.500 ou 26.000 respectivamente.
Para as distâncias em que normalmente se recorre ao avião, viajar «pelo ar» é muito mas muito mais seguro que viajar «pelo chão».
Antzzz,
tem um outro fator que deve ser levado em conta nas viagens aéreas é a quantidade de escalas que o avião faz. como o pouso e decolagem são as fases mais críticas, as escalas diminuem a segurança da viagem.
Mas como você reforçou, pode ser mais seguro viajar pelo ar, mas uma vez que você participe de um acidente aéreo, suas chances de sair vivo dela são quase nulas. Por isto considero as estatísticas um alívio inútil.
Lu,
sempre que vou a Sampa de avião, tento ir para Congonhas porque ir para Guarulhos não dá. Gasto mais tempo indo de lá para São Paulo do que a viagem de avião, pois o trânsito na Marginal é phoooda…
Mas também considero que Congonhas já passou da hora de ser desativado. Lá deveriam pousar apenas aviões de pequeno porte.
abraço
Postei exatamente o mesmo resultado: http://holococos.sjdr.com.br/index.php/2007/07/seguranca-aerea-no-brasil/
Henrique,
voar pode ser mais seguro, mas uma vez participando de um acidente aéreo, estatística nenhuma te salva de uma morte quase certa…
abraço
Concordo que a chance de morrer em um acidente de avião é bem maior do que em um acidente na estrada.
Só que a chance de acontecer um acidente nas estradas é muito maior do que acontecer um acidente aéreo. Isso sem levar em consideração que suas chances de se acidentar na estrada aumentam bem mais se levar em consideração que você pode se envolver em um acidente que você não tenha a menor culpa.
No final das contas, ao meu ver, a chance de morrer em uma viagem RJ-SP é muito maior nas estradas do que via aérea!
Quer saber? Vamos de trem!!!! Levy Fidelix na cabeça para presidente!
Jonny,
a probabilidade também tem a ver com a quantidade. O número de aviões voando pelo Brasil é bem menor que o de carros rodando pelas estradas…
abraço