Informação e Conhecimento
Realmente estamos na era da Informação. Com a Internet, abrimos a caixa de Pandora de tudo quanto é assunto para o mundo e para todos que possuam uma conexão nessa rede. Temos um maior acesso às informações, sejam elas relevantes ou irrelevantes do ponto de vista de quem lê, como manda a WEB 2.0.
Mas será que ter esse acesso todo nos faz aumentar o nosso conhecimento?
Eu creio que não. Ao contrário do que possa parecer, ter uma grande quantidade de informação não quer dizer que tenhamos um maior conhecimento em si.
Fazendo uma analogia: Imagine que a Internet seja uma janela e que ao abri-la você veja o céu. Percebe que ela é azul, tem nuvens. Que há alternância de períodos claros – dia – com períodos escuros – noite. Essas são algumas das muitas INFORMAÇÕES que você consegue.
Entretanto, ainda não chega a ser CONHECIMENTO, pois não se conseguiu saber porque o céu é azul, nem porque chove e porque há dia e noite. E isto não se consegue acessando apenas as informações disponíveis. Acesso à informação abundante não se traduz em conhecimento por si só.
Para que haja essa tradução, há que se fazer um trabalho de classificação, depuração, testes e validação. Estruturar as informações de forma coerente e consistente, não só com as informações a que já temos acesso, mas também com as informações que poderemos ter futuramente. Sem isto, não há como sair do senso comum (Usando o exemplo acima, será que apenas com as informações coletadas conseguiríamos prever os eclipses do Sol e da Lua?).
Talvez seja dessa cultura ao amadorismo que os críticos da WEB 2.0 estejam refutando: pensar que o simples acesso à informação em ambundância, mesmo que democraticamente, faça de quem lê um expert em qualquer assunto.
Mas parece ser isto o que muita gente acha…
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Norberto!
Artigo mais que providencial. Penso mesmo, que há uma zona cinzenta em debates exatamente por desconhecimento dessas definições.
Sérgio,
você tem razão. Há sempre que definir os conceitos em um debate, caso contrário, tudo fica subentendido e discordamos quando queremos, na verdade, concordar e vice-versa.
abraço
Não sei porquê, a primeira coisa no que pensei ao ler o seu texto foram os milhares de alunos das escolas que se utilizam do acesso à informações através da internet, montam trabalhos recortando informações pra cima e pra baixo para entregarem coisas aparentemente ricas em conteúdo a seus professores, e talvez receberem um ou outro elogio.
Me preocupa que a internet, do jeito que é aproveitada hoje, não inspire a criação de massa crítica, e sim de meros copiadores de conteúdo que não o interpretam. E isso é muito, muito triste, porquê há muita gente olhando pela janela, vendo o céu azul e simplesmente aceitando sua cor sem maiores perguntas…
Daniel,
creio que seja um problema anterior ao uso da Internet. Esse problema é de responsabilidade da Educação Brasileira. O que falta é o estudante perguntar e isso, a educação não propicia.
Tudo é feito de uma forma pronta, e cobrado de forma a receber resposta pronta. E nesse sistema, quem pergunta, sempre é considerado o chato, tanto pelos colegas de turma, quanto pelo professor.
abraço
Grande Norberto… eu tenho até uma teoria – que preciso juntar provas – que o excesso de informação representa desinformação… é engraçado que a maior empresa da internet se constitui na tentativa de organizar essa babilônia… e nós somos mais do que testemunhas de como é difícil esse controle… os interesses e as formas de burlar o nosso google são cada vez mais sofisticados… fala-se em web semântica que seria uma espécie de subtividade na análise dos rôbos… mas como estamos distantes disso…
O bacana disso tudo Norberto… é que nós que trabalhamos com web constatamos na caminhada que o melhor é se manter humano… e quanto mais falarmos a língua dos homens com suas subjetividades inerentes, melhor nos destacaremos e atingiremos nossos objetivos… que afinal… em última instância.. trabalhar com internet é tentar comunicar ou enviar uma mensagem…
Abraços… adoro seu trabalho… tudo de bom…
Luiz,
excesso de informação só nos traz a angústia de acharmos que não sabemos o bastante.
Veja A dor de nunca saber o bastante
Só espero que o Google mantenha o lema de sempre fazer o bem. Porque no dia que isso se subverter, terão a faca e o queijo na mão…
abraço
Quando se fala em web 2.0 muitos pensam em Blogs.
Eu quando comecei a ler blogs acabei viciando, principalmente nos que falavam de tecnologia.
Só que depois de um tempinho percebi um problema grave: Blogs de tecnologia falavam somente dos assuntos interessantes, seja de lançamentos da Apple, novidades da microsoft, etc… Focavam principalmente em assuntos gostosos de ler, porém se esqueciam completamente dos assuntos “desinteressantes” porém importantes!
Olhando algumas no meu feed da Infoexame:
Problemas fiscais da Cisco
Demissões de 1,8 mil na BBC
Microsoft compra aQuantive
(hummmmmmm… na verdade 80% das noticias não apareceram nos blogs).
Hoje minhas principais fontes de noticias voltaram a ser os sites tradicionais. E os blogs se tornaram um complemento…
Jonny,
para mim, WEB 2.0 é principalmente conteúdo gerado pelo usuário. Pode ser blog, site, wiki, etc, etc…
O fato é que em algum momento os blogs ficam focados demais no que dá retorno financeiro, então falar de assuntos num âmbito mais geral, que dá pouco retorno, acaba ficando em 2º ou 3º plano.
É essa a crítica. Se a WEB ficará à mercê dos assuntos criados pelos usuários, o que acontecerá com o resto? Se isto não é o Culto ao Amadorismo, o que é, então?
abraço
A boa leitura leva sem dúvida ao conhecimento. Não adianta passar o dia lendo porcaria que nada vai ser acrescentado nada.
acho que estou me preparando para a web 3.0
Beijus
Penso na saturação do nosso cérebro, nas sinapses que produzem lixo e que depois de longos tempos de leituras, não vai nada para a pandora. Virando o cérebro uma grande lixeira.
Tenho um modo seletivo de ler, pouca coisa chama a minha atenção. Não pelo conteúdo, mas o modo de veículação das palavras; como se elas fossem tags chamativas que se conjugam formando um código de mensagem
Luma,
você já está na websemântica! Ou será folksonomia?
Creio que mesmo tendo uma boa leitura, a informação só se transformará em conhecimento se quem lê conseguir instrumentalizá-la. Caso contrário, é como informação de papagaio: se repete, mas não se entendeu o porquê.
E esse é o problema da educação brasileira.
abraço
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[...] Desvendado as origens, veio o diagnóstico a mim dado pelo conhecimento: “Sérgio, você é fruto de ausências e [...]
[...] e definitivo quanto a isso, sugiro a leitura do artigo “Informação e Conhecimento“, do [...]