Liberdade mesmo que com a verdinha
O Leo Baiano do blog Ljunior.com colocou a questão sobre a liberdade crítica que envolve um artigo pago. Será que ela deixa de existir no momento em que recebo alguma grana?
Eu respondo: depende.
Se ele fez a “besteira” de aceitar fazer um artigo meramente publicitário, então, seu ponto de vista não interessa, mesmo que venha a expressá-la no artigo. O que a empresa quer é que ele massageie o ego do produto ao qual foi contratado para escrever sobre.
Mas se a empresa o contratou como um blogueiro é porque quer utilizar da força de formação de opinião que ele tem. Neste caso, ela deve confiar nos resultados que podem sair disso, e principalmente em seu produto. Se não for por isto, para quê contratar um blogueiro? Se qualquer um pode fazer o serviço e bem mais barato? Por exemplo, contratando um especialista em WordPress e uma testa-de-ferro gostosona para “escrever” que gosta do produto por motivos quaisquer.
Do lado do blogueiro, se ele achar que um produto é ruim, ele deve ser sincero o suficiente para recusar o trabalho já que fará uma resenha só com pontos negativos. Ou aceitar e se tornar um maria-vai-com-quem-paga-mais, onde provavelmente acabará perdendo seu posto de formador de opinião. Talvez sejam estes os principais motivos dos artigos sobre produtos com muitos pontos negativos serem raros.
É claro que o mundo não é assim, tão preto-no-branco: morrer à míngua ou vender a alma. Mas a matiz de cinza que se quer aplicar ao blog é certamente a liberdade de escolha do blogueiro.
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Norberto, não aceitei convite para escrever um artigo publicitário, creio que meu blog ainda não possui a visibilidade necessária para isto, apenas resolvi levantar a bola para que blogueiros mais experientes, como você, pudessem comentar e foi o que aconteceu como você percebeu lá nos comentários.
Poderia convidar o Felipe do Mundo Voip para participar aqui.
Leo, beleza?
quando digo ele, não é especificamente de você que estou falando, mas sim o blogueiro em geral.
Quanto ao Felipe, qual o endereço do blog?
abraço
Entendi, achei que tinha sido com relação a mim.
O blog do Felipe é http://mundovoip.wordpress.com/ diz pra ele que eu sugeri a participação dele.
No caso citado de Tom Keating que expus no meu blog, não acredito que Tom tenha usado de má fé, mas realmente ele poderia digamos ter sido mais crítico como o pessoal do engadget comentou…
Mas isso me fez questionar se um post patrocinado daria total “liberdade” a quem escreve. Escolher sobre quem vai escrever é otimo Norberto, foi uma das coisas que pensei sobre. Isso elimina muitos dos problemas por que você elimina desconfortos de todo tipo e fica mais a vontade de escrever.
O blogueiro tem escolha, isso eu havia concordado. Mas e se você recebe em sua casa um presente da microsoft, por exemplo? Lógico, como você disse, se eles te mandam eles tem que confiar no taco deles… Mas até aonde um blogger não se sentirá inibido por algo assim? Ele realmente quando escrever vai ser 100% sincero?
Ainda sou cético… Ele não vai mentir… mas ele pode “omitir”. ser mais ameno, ele ainda pode criticar, mas pegar mais leve. Até aonde isso é perceptível? Compreende?
Phil ou Felipe? De qualquer modo…
Eu creio que se ele não for 100% sincero, o texto vai transparecer assim. Pode até ser que a sua sinceridade seja ingênua ou deslumbrada, pois recebeu um “presente”, mas deve ser 100%.
Ele só deve se lembrar se este “presente” não vem das ilhas gregas…
Phil foi um apelido involuntário. Nunca tive um apelido e de um dia para outro descobri que agora tinha um… (Quase como em A Metamorfose de kafka, mas com um efeito menos dramático, saca?)
Vou ficar de olhos abertos, quando minha primeira proposta de post patrocinado surgir (“em uma galaxia bem distante aonde nenhum homem ousou ir…”) vou ficar atento e comentar com vocês. Sim, terei cuidado, principalmente com presentes de grego…
Mais um pro meu feed…