Liberdade mesmo que com a verdinha
O Leo Baiano do blog Ljunior.com colocou a questão sobre a liberdade crítica que envolve um artigo pago. Será que ela deixa de existir no momento em que recebo alguma grana?
Eu respondo: depende.
Se ele fez a “besteira” de aceitar fazer um artigo meramente publicitário, então, seu ponto de vista não interessa, mesmo que venha a expressá-la no artigo. O que a empresa quer é que ele massageie o ego do produto ao qual foi contratado para escrever sobre.
Mas se a empresa o contratou como um blogueiro é porque quer utilizar da força de formação de opinião que ele tem. Neste caso, ela deve confiar nos resultados que podem sair disso, e principalmente em seu produto. Se não for por isto, para quê contratar um blogueiro? Se qualquer um pode fazer o serviço e bem mais barato? Por exemplo, contratando um especialista em WordPress e uma testa-de-ferro gostosona para “escrever” que gosta do produto por motivos quaisquer.
Do lado do blogueiro, se ele achar que um produto é ruim, ele deve ser sincero o suficiente para recusar o trabalho já que fará uma resenha só com pontos negativos. Ou aceitar e se tornar um maria-vai-com-quem-paga-mais, onde provavelmente acabará perdendo seu posto de formador de opinião. Talvez sejam estes os principais motivos dos artigos sobre produtos com muitos pontos negativos serem raros.
É claro que o mundo não é assim, tão preto-no-branco: morrer à míngua ou vender a alma. Mas a matiz de cinza que se quer aplicar ao blog é certamente a liberdade de escolha do blogueiro.




